Você já se perguntou por que algumas pessoas confundem vermelho com verde ou simplesmente não enxergam determinadas tonalidades? Essa dificuldade pode indicar uma alteração na percepção das cores — e existe um exame simples, rápido e muito eficaz para identificá-la: o teste de Ishihara.

Esse método é um dos mais utilizados na prática oftalmológica para detectar deficiências na visão cromática, especialmente as relacionadas à diferenciação entre vermelho e verde. Por isso, entender como ele funciona ajuda tanto na busca por diagnóstico quanto na valorização de uma consulta oftalmológica completa.

O que são as pranchas do teste de Ishihara

O teste de Ishihara foi desenvolvido pelo oftalmologista japonês Shinobu Ishihara no início do século XX e, desde então, tornou-se referência mundial para a triagem de discromatopsias — termo técnico para as alterações na percepção das cores.

O exame utiliza pranchas formadas por pontos coloridos de tamanhos e tons variados. Dentro desses pontos, há números ou formas geométricas que só ficam visíveis para quem possui uma visão cromática normal. Quem apresenta alguma deficiência enxerga os pontos de forma diferente — ou não identifica nenhum número, ou lê um número incorreto.

Ao todo, o conjunto padrão conta com 38 pranchas, embora versões reduzidas com 24 ou menos placas também sejam amplamente utilizadas em triagens clínicas.

Por que algumas pessoas enxergam imagens diferentes

A retina humana contém células chamadas cones, responsáveis pela captação das cores. Existem três tipos de cones: os que respondem ao vermelho, ao verde e ao azul. Quando um desses tipos funciona de forma reduzida ou está ausente, ocorre a discromatopsia.

Por isso, diante de uma prancha do teste de Ishihara, uma pessoa com deficiência no cone do vermelho ou do verde não consegue distinguir os pontos que formam o número do fundo colorido. O contraste que o olho saudável percebe simplesmente não existe para ela — e esse é exatamente o princípio que torna o exame tão eficiente.

A condição é, na maioria dos casos, de origem genética e mais prevalente em homens do que em mulheres, segundo dados da literatura médica.

Quais alterações o exame consegue identificar

O teste de Ishihara é especialmente eficaz para detectar:

  • Protanopia e protanomalia: deficiência na percepção do vermelho.
  • Deuteranopia e deuteranomalia: deficiência na percepção do verde.
  • Daltonismo: termo popular que engloba diferentes graus dessas alterações.

Embora seja altamente sensível para vermelho-verde, o exame tem limitações para identificar deficiências na percepção do azul e do amarelo. Nesses casos, o oftalmologista pode solicitar avaliações complementares, como o exame de fundo de olho ou outros testes cromáticos mais abrangentes.

Teste de Ishihara: como funciona o exame que avalia a percepção das cores? — Como o exame é realizado na consulta

Como o exame é realizado na consulta

O procedimento é simples e não invasivo. O paciente observa cada prancha a uma distância de aproximadamente 75 centímetros, sob iluminação adequada, e informa o número ou forma que consegue visualizar. Cada prancha deve ser analisada em poucos segundos para evitar que o cérebro compense a dificuldade.

O número de respostas incorretas determina o grau e o tipo de alteração cromática. Em seguida, o oftalmologista interpreta os resultados dentro do contexto clínico completo do paciente.

É importante destacar que o teste de Ishihara avalia exclusivamente a percepção das cores — e não a acuidade visual, ou seja, a nitidez com que se enxerga. Uma pessoa pode ter visão 20/20 e, ainda assim, apresentar discromatopsia. São funções visuais distintas, e ambas merecem atenção durante a avaliação.

Diferença entre percepção de cores e acuidade visual

Muita gente confunde os dois conceitos. A acuidade visual diz respeito à capacidade de distinguir detalhes e contornos — é o que o exame de refração avalia, por exemplo. Já a percepção cromática envolve os cones da retina e a forma como o cérebro processa as informações de cor.

Portanto, usar óculos ou lentes não corrige uma discromatopsia. Essa distinção é fundamental para que o paciente compreenda seu diagnóstico e saiba quais limitações práticas pode enfrentar no dia a dia.

Por que a interpretação médica faz toda a diferença

O resultado do teste de Ishihara isolado não substitui a avaliação clínica. O oftalmologista considera o histórico do paciente, a presença de outras doenças dos olhos e eventuais causas adquiridas — como toxicidade medicamentosa ou doenças neurológicas — que também podem afetar a visão cromática.

Além disso, o profissional orienta sobre as implicações práticas do resultado, especialmente em profissões que exigem discriminação precisa de cores, como motoristas, pilotos e profissionais de saúde.

Teste de Ishihara: como funciona o exame que avalia a percepção das cores? — Cuide da sua visão com quem entende do assunto

Cuide da sua visão com quem entende do assunto

O teste de Ishihara é um recurso valioso, mas faz parte de uma avaliação oftalmológica mais ampla. No CORV – Centro Oftalmológico Rio Visão, você encontra uma equipe especializada, pronta para oferecer diagnóstico preciso e atendimento humanizado em cada etapa do cuidado com a sua visão. Agende sua consulta na R. Cardoso de Morais, 201 – sala 301 – Bonsucesso, Rio de Janeiro – RJ e acompanhe dicas e novidades pelo nosso Instagram @corv.oftalmo.