Você já notou uma pequena membrana avermelhada crescendo sobre o branco dos olhos? Esse é o pterígio, uma condição ocular bastante comum — especialmente em regiões quentes e ensolaradas como o Brasil. Popularmente conhecido como “carne crescida”, o pterígio é um crescimento anormal da conjuntiva, o tecido transparente que cobre a parte branca dos olhos e a parte interna das pálpebras.
Embora nem sempre cause sintomas graves, o pterígio pode afetar a visão e causar desconforto estético ou funcional. Em casos mais avançados, a cirurgia ocular é necessária para remover o tecido e evitar complicações.
Neste artigo, você vai entender o que causa o pterígio, como ele se manifesta, quais são os tratamentos disponíveis e como prevenir essa condição.
O que é o pterígio
O pterígio é um crescimento fibrovascular benigno da conjuntiva que se estende sobre a córnea, a parte transparente do olho. Ele costuma ter formato triangular, com a base voltada para o canto interno (próximo ao nariz) e a ponta crescendo em direção à pupila.
Embora não seja considerado um tumor, o pterígio é um processo degenerativo crônico causado principalmente pela exposição prolongada à luz solar (raios UV). O problema pode evoluir lentamente ao longo dos anos e afetar um ou ambos os olhos.
Causas do pterígio
A principal causa do pterígio é a exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), mas outros fatores também contribuem para o seu aparecimento. Entre as principais causas estão:
- Exposição solar intensa e frequente, especialmente sem proteção ocular;
- Ambientes secos e com vento, que irritam e ressecam a superfície ocular;
- Poeira, poluição e fumaça, que causam inflamação crônica;
- Predisposição genética, com casos familiares sendo comuns;
- Uso prolongado de telas e falta de lubrificação ocular.
Esses fatores, somados, provocam pequenas lesões na conjuntiva e estimulam o crescimento anormal do tecido, resultando no pterígio.
Quem tem mais risco de desenvolver pterígio
Alguns grupos apresentam maior risco para o desenvolvimento da doença:
- Pessoas que trabalham ao ar livre, como agricultores, pescadores, pedreiros e motoristas;
- Moradores de regiões ensolaradas e de alta radiação UV;
- Homens, por estarem mais expostos a atividades externas;
- Indivíduos com olho seco ou alergias oculares crônicas;
- Quem não usa óculos de sol regularmente.
A prevenção, nesses casos, é essencial para evitar o avanço da doença.
Sintomas do pterígio
Nos estágios iniciais, o pterígio pode ser pequeno e assintomático, passando despercebido por meses ou até anos. Com o tempo, porém, o tecido cresce e começa a causar desconfortos visuais e irritações.
Os principais sintomas incluem:
- Sensação de areia nos olhos;
- Vermelhidão persistente;
- Ardência ou coceira;
- Lacrimejamento constante;
- Secura ocular;
- Sensibilidade à luz (fotofobia);
- Em casos avançados, visão embaçada ou astigmatismo induzido.
Quando o pterígio atinge a córnea e avança em direção à pupila, ele pode distorcer a visão e dificultar a correção óptica com óculos.
Pterígio x Pinguécula: qual a diferença?
A pinguécula é uma pequena elevação amarelada que aparece no branco dos olhos, próxima ao canto interno. Ela é causada pelos mesmos fatores — principalmente exposição solar — mas não invade a córnea.
Já o pterígio cresce sobre a córnea e pode afetar a visão. Em muitos casos, a pinguécula pode evoluir para um pterígio se não for tratada ou se o paciente continuar exposto aos mesmos agentes irritantes.
Diagnóstico do pterígio
O diagnóstico é clínico e simples. O oftalmologista pode identificar o pterígio durante uma consulta oftalmológica de rotina, com o auxílio da lâmpada de fenda — um equipamento que amplia a visão das estruturas oculares.
Além disso, o médico pode solicitar exames complementares, como:
- Topografia corneana: para avaliar deformações na córnea;
- Fotografia ocular digital: para monitorar o crescimento do tecido;
- Mapeamento de retina: para verificar a saúde ocular geral.
Esses exames ajudam a determinar se o pterígio está em fase inicial ou se já afeta a visão.
Tratamentos para o pterígio
O tratamento depende do tamanho e dos sintomas apresentados. Existem abordagens clínicas e cirúrgicas, e o oftalmologista é quem define a melhor opção.
1. Tratamento clínico
Nos casos leves, o tratamento é feito com colírios lubrificantes e anti-inflamatórios, que aliviam a vermelhidão, irritação e o desconforto. O uso de óculos de sol com proteção UV também é essencial para evitar o avanço.
Além disso, o médico pode indicar tratamentamento para melhorar a lubrificação e reduzir a inflamação ocular.
2. Tratamento cirúrgico
Quando o pterígio cresce em direção à córnea e começa a comprometer a visão, ou quando o incômodo estético é grande, a cirurgia ocular é indicada.
O procedimento é rápido, geralmente realizado com anestesia local em forma de colírio, e dura cerca de 30 minutos. O cirurgião remove o tecido anormal e substitui a área afetada por um enxerto conjuntival retirado do próprio olho, reduzindo o risco de recidiva (novo crescimento).
Após a cirurgia, o paciente usa colírios cicatrizantes e deve evitar ambientes poluídos ou exposição solar direta durante a recuperação.
Centro Oftalmológico Rio Visão (CORV)
O Centro Oftalmológico Rio Visão (CORV) é referência em tratamento e cirurgia de pterígio no Rio de Janeiro. Com sede em Bonsucesso, o CORV combina tecnologia de ponta, equipe médica altamente qualificada e atendimento humanizado para oferecer diagnósticos precisos e tratamentos eficazes.
A clínica realiza consulta oftalmológica, exames da retina, mapeamento de retina, tratamento de glaucoma, degeneração macular, ceratocone sintomas e conjuntivite alérgica crônica, além de diversos procedimentos de cirurgia ocular com técnicas seguras e personalizadas.
Cada paciente recebe um plano de tratamento individual, garantindo saúde ocular e conforto visual com excelência.
Cuidados pós-cirurgia de pterígio
Após a cirurgia, é fundamental seguir as orientações médicas para garantir uma boa cicatrização e evitar o reaparecimento da lesão. Entre os principais cuidados estão:
- Usar os colírios conforme prescrição;
- Evitar coçar os olhos;
- Proteger-se da luz solar com óculos escuros;
- Evitar piscina, maquiagem e exposição a poeira nas primeiras semanas;
- Fazer acompanhamento periódico com o oftalmologista.
A recuperação é rápida e o retorno às atividades costuma ocorrer em 3 a 7 dias.
O pterígio pode voltar?
Infelizmente, sim — o pterígio pode recidivar. Isso ocorre em cerca de 10% dos casos, especialmente quando o paciente não adota medidas preventivas após a cirurgia.
Para reduzir esse risco, o oftalmologista pode usar técnicas modernas de enxerto e medicamentos antimitóticos. Além disso, é indispensável evitar o sol sem proteção, usar óculos com filtro UV e manter o olho sempre lubrificado.
Complicações possíveis do pterígio
Apesar de ser uma condição benigna, o pterígio pode causar complicações se não tratado adequadamente:
- Astigmatismo induzido: o tecido altera o formato da córnea e distorce a visão;
- Cicatrizes corneanas: afetam a transparência da visão;
- Infecções pós-cirúrgicas, se não houver higiene adequada;
- Recidiva agressiva, com crescimento mais rápido após a primeira cirurgia.
Esses riscos reforçam a importância do acompanhamento contínuo com um oftalmologista de confiança.
Prevenção: o melhor tratamento
A boa notícia é que o pterígio pode ser prevenido com hábitos simples de proteção ocular:
- Use óculos escuros com proteção UV diariamente, mesmo em dias nublados;
- Use chapéus ou bonés em locais abertos;
- Evite exposição prolongada ao sol e à poeira;
- Mantenha os olhos lubrificados com colírios;
- Realize consultas oftalmológicas periódicas.
Esses cuidados são especialmente importantes para quem vive em regiões litorâneas, quentes ou de grande luminosidade.
Pterígio e estética ocular
Além do impacto visual, o pterígio causa incômodo estético. Muitas pessoas procuram o tratamento não apenas por questões médicas, mas também pela aparência avermelhada e pela sensação de “olho cansado”.
A cirurgia de pterígio devolve a estética natural do olho, melhorando a autoestima e a qualidade de vida do paciente. Com o uso de técnicas modernas e suturas absorvíveis, o resultado é discreto e seguro.
Outras doenças associadas
O pterígio pode coexistir com outras doenças dos olhos, como:
- Olho seco, que agrava a inflamação;
- Conjuntivite alérgica crônica, comum em quem vive em áreas poluídas;
- Degeneração macular, mais comum em idosos;
- Ceratocone, que altera a curvatura da córnea.
Essas condições reforçam a necessidade de uma avaliação oftalmológica completa antes de qualquer procedimento cirúrgico.
Quando procurar um oftalmologista
Procure atendimento se perceber qualquer um dos seguintes sinais:
- Crescimento visível no branco dos olhos;
- Irritação e vermelhidão frequente;
- Visão embaçada;
- Desconforto com luz;
- Sensação constante de corpo estranho.
O diagnóstico precoce permite controlar o pterígio com medidas simples e evitar a progressão.
Conclusão: prevenção e cuidado garantem visão saudável
O pterígio é uma das doenças oculares mais comuns em países tropicais, mas felizmente, é totalmente tratável. O segredo está na prevenção e no acompanhamento médico regular.
Proteger os olhos da radiação solar, evitar ambientes agressivos e manter uma boa lubrificação são atitudes que fazem toda a diferença.
E caso o pterígio já tenha se desenvolvido, o tratamento — clínico ou cirúrgico — é eficaz e seguro quando realizado por especialistas.
O mais importante é não negligenciar os sinais e procurar um oftalmologista de confiança para cuidar da saúde ocular.
Ver o mundo com clareza começa com o cuidado diário com os olhos — e o Centro Oftalmológico Rio Visão está pronto para ajudar você nessa jornada.







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